Talvez o que eu acumulei até hoje em desgraça me sirva de base-chão pra poder dizer pras minhas fissuras ficarem calmas e quietas e confiantes, porque todo desejo meu será satisfeito se depender de mim. Parece óbvio que é o que todo ser humano faz, mas pra mim isso é novo, porque eu costumava procurar o "certo" e deixava as fissuras pro autocontrole tomar conta. Eu não tinha o hábito de fazer o que eu queria. Meu automático era fazer o que eu devia. Hoje eu não quero nem ter notícias do que é o certo, não pra fins que não sejam de análise.
Eu já posso desconstruir e relativizar qualquer parada, desde que me convenha. Eu já posso olhar meu lado sem grande vergonha, e às vezes não acredito no quanto tempo eu passei endossando as ideias que eu mais detesto. Que dorga eu estava tomando? O que me levou a de repente enfrentar a imensa chatice da minha mãe me lembrando de que "mulher tem que ser isso", "mulher não pode aquilo"? Chega de machismo na minha vida, pelo amor de Deus.
sábado, 17 de dezembro de 2011
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