Pages

sábado, 17 de dezembro de 2011

Certo da porra

Talvez o que eu acumulei até hoje em desgraça me sirva de base-chão pra poder dizer pras minhas fissuras ficarem calmas e quietas e confiantes, porque todo desejo meu será satisfeito se depender de mim. Parece óbvio que é o que todo ser humano faz, mas pra mim isso é novo, porque eu costumava procurar o "certo" e deixava as fissuras pro autocontrole tomar conta. Eu não tinha o hábito de fazer o que eu queria. Meu automático era fazer o que eu devia. Hoje eu não quero nem ter notícias do que é o certo, não pra fins que não sejam de análise.

Eu já posso desconstruir e relativizar qualquer parada, desde que me convenha. Eu já posso olhar meu lado sem grande vergonha, e às vezes não acredito no quanto tempo eu passei endossando as ideias que eu mais detesto. Que dorga eu estava tomando? O que me levou a de repente enfrentar a imensa chatice da minha mãe me lembrando de que "mulher tem que ser isso", "mulher não pode aquilo"? Chega de machismo na minha vida, pelo amor de Deus.

0 comentários:

Postar um comentário

 

Blogger