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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Como desemperrar uma dissertação

1) Conforme-se com o fato de que o processo é moroso; esqueça os trabalhos de graduação que você resolvia em uma sentada;

2) dedique uma quantidade específica de horas à sua sentada diária e, durante esse tempo, não atenda telefones, não entre no Facebook e, se não puder estudar num cômodo só seu, evite a conversa fiada com quem estiver fisicamente presente no ambiente em que você está estudando; quando as pessoas começarem a brigar/gritar/conversar borracha alto no ambiente em que você tão arduamente tenta se concentrar, ouça bem alto no fone de ouvido a música Cruise Control da banda (The) Headless Chickens, respire fundo e, se for religioso, dê uma rezadinha;

3) a sentada deve ser diária, sim; você pode saltar um ou, se estiver folgado, dois dias por semana, mas não passe disso, porque quanto mais tempo ficar longe do chicote mais difícil será retornar a ele depois; se acostumar ao sofrimento é mais difícil que se acostumar à vida boa, mas é possível, e deve ser o seu objetivo;

4) a sentada deve ter uma hora certa pra começar e deve durar um mínimo de horas pré-estabelecido;

5) sempre deixe uma coisa óbvia pra iniciar a sentada no dia seguinte, um ponto de onde começar que não vai exigir pensar muito. No meu caso, sempre deixo cálculos de porcentagem, transcrição de tabelas e contagens de itens pra fazer logo no início da sentada. Isso serve, é claro, pra que você não dê início aos trabalhos muito 1) frustrado com não saber de onde começar e 2) inconformado com o dano que os deuses resolveram lhe infligir. 

2 comentários:

Vladimir Veloso disse...

vinte linhas por dia, gênio ou não! digo, nesse caso é bem mais que vinte. mas, mas, mas. estamos aqui mandando boas vibrações diariamente. não é uma rezadinha, mas é o melhor que podemos fazer! nós agora somos plurais, gostou?
luisas

Karol disse...

eu só espero que vocês estejam se divertindo nesta vida!

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